segunda-feira, 19 de agosto de 2013


Faça parte desta missão. Venha compartilhar seus conhecimentos, experiências e parte do seu tempo com a saúde das nossas crianças. Saiba mais: http://migre.me/fKLuH
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AVISOS IMPORTANTES DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA MÃE DOS HOMENS

- A folga do clero e dos funcionários da Paróquia continuará sendo nas segundas-feiras.

- Na Igreja Matriz, haverá Missa de Terça a Sexta-feira às 17hs. (Não haverá missa às 06:30 da manhã, somente às 19h nas capelas da Sede Paroquial conforme o dia de cada uma)


- A partir do dia 17/08, todos os batizados acontecerão durante a missa dominical da manhã antes do Ofertório, os pais e Padrinhos deverão chegar uma hora antes da Missa para fazerem o preenchimento da ficha na Secretaria Paroquial a fim de participarem de toda a celebração.


- A Igreja Matriz será aberta todos os dias das 7h00 às 11h00 e das 16h00 às 20h00 oportunizando aos fieis visitarem e fazerem suas Orações necessárias.

domingo, 18 de agosto de 2013

Boletim nº 1 - Uma Rede a serviço da qualidade de vida 10a Conferência Nacional de Saúde: Efetiva participação comunitária na promoção da saúde para a qualidade de vida O uso do Sistema de Informação

UMA REDE A SERVIÇO DA QUALIDADE DE VIDA
A democratização do conhecimento é elemento fundamental no alcance da qualidade de vida para todos. A REBIDIA nasceu com este propósito e tem como público alvo de suas ações os formuladores de política, em especial os de nível municipal.
Embora existam muitas informações, na maior parte das vezes estas têm um formato de difícil entendimento para um usuário, conselheiro, secretário municipal ou prefeito. E em outros casos a informação é adequada, mas não se tem capacidade de transformar a informação em ação.
A REBIDIA se propõe a disponibilizar a informação e capacitar os usuários para o seu uso correto. A melhor forma de concretizar esta rede é a sua participação.
A Pastoral da Criança, Fundação Grupo Esquel Brasil e Fundação Fé e Alegria, na qualidade de operadores da REBIDIA, aproveitam a oportunidade para saudar a todos os participantes da 10ª Conferência Nacional de Saúde e se colocam à disposição de todos os conselheiros, usuários, profissionais de saúde, prestadores de serviço e gestores, sempre em busca da qualidade de vida para todos.
PARTICIPAÇÃO COMUNITÁRIA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE PARA A QUALIDADE DE VIDA
Por Dra. Zilda Arns Neumann
Médica pediatra e sanitarista, Coordenadora Nacional da Pastoral da Criança
Representante Titular da CNBB no Conselho Nacional de Saúde.
Promover a saúde pública é uma técnica e uma arte. Na realidade, a base dela está nas raízes do bem-estar de cada indivíduo, marcado desde a concepção, de forma especial pela genética, pela cultura, isto é, sua maneira de pensar, sentir e agir, e pelo meio ambiente em que vive.
Portanto, a saúde do indivíduo depende dele e da coletividade; depende da família em que vive, da comunidade onde está inserido, da nação, das nações.
Promover a saúde para a qualidade de vida é fazer com que o indivíduo se torne ator ele próprio, sinta-se ele corresponsável pela sua saúde e pela saúde da coletividade, isto é, pela harmonia dele com os demais, e dos demais entre si.
Últimas pesquisas da OMS - Salud Mental y desarrollo psicossocial de la niñez, lineamentos básicos y propuesta de un plan de acción interagencial a nivel regional - revelam que uma criança maltratada no primeiro ano de vida tem tendência à violência e à criminalidade.
Se transportarmos a promoção da saúde para a qualidade de vida das populações mais carentes e bolsões de miséria, redutos concentrados de doenças, baixa escolaridade, fome, violência, mortes prematuras, e quisermos que seja efetiva, alguns parâmetros são necessários para que haja sucesso:
1. Haver decisão política do governo, de forma interinstitucional, do poder legislativo, do judiciário e principalmente da sociedade para participar da construção de uma sociedade justa e fraterna, com saúde e qualidade de vida para todos;
2. Ter objetivos definidos; o que queremos mesmo alcançar?
3. Escolher metas que atinjam as raízes dos problemas especialmente os que mais deterioram o ser humano, maior alavanca para mudanças;
4. Selecionar prioridades e os grupos humanos mais vulneráveis;
5. Identificar pessoas, lideranças na própria comunidade, para apontarem caminhos; com a mesma cultura, vivenciando o dia a dia, elas têm potencial para se transformarem em agentes de promoção da paz, isto é, da saúde para a qualidade de vida, que inclui, de forma prioritária, os mais marginalizados e, desses, os grupos que mais influem no desenvolvimento do ser humano;
6. Organizar um sistema de capacitação dessas lideranças e de acompanhamento dos seus esforços;
7. Ter um sistema de informação, simples e moderno, ágil, preciso, intelegível aos usuários, baseado em indicadores de impacto alcançado, com capacidade de retornar às lideranças comunitárias, com sugestões baseadas nos objetivos alcançados;
8. Maximizar a resolutividade dos problemas na própria comunidade;
9. Organizar a referência e a contra referência, com os serviços de saúde, de forma especial, com os Postos de Saúde, as Maternidades e Hospitais, para referendar os pacientes, especialmente os de maior risco; todos falando a mesma linguagem, conscientes dos objetivos; nas cidades maiores, experiências concretas apontam a efetividade de uma central de vagas, para controle da demanda;
10. Er uma mística de trabalho voluntário, que promova a auto estima e a referência, o apoio mútuo, o sentido da unidade;
11. Fortalecer o controle social das políticas públicas, nas diversas áreas, com representantes dos usuários capacitados, no alcance dos objetivos da promoção da saúde para a qualidade de vida.
12. Ser barato, disseminável com facilidade e aceito culturalmente;
O Brasil tem excelentes condições para colocar em prática a efetiva participação comunitária, na promoção da saúde para a qualidade de vida, e essa será sem dúvida uma das maiores alavancas para que ocorram as mudanças necessárias; o cuidado que se deve ter é de não se perder de vista a chave mestra: "agente de sua promoção", e para tanto, o voluntariado é fundamental e decisivo.
Como exemplo, a Pastoral da Criança, experiência que está dando certo há 13 anos seguidos, desde setembro de 1983, implementa cada vez mais esse perfil e, sem dúvida, vem cumprindo papel fundamental, com técnica e arte, em 2.476 municípios brasileiros, atuando em 21.895 comunidades carentes em bolsões de miséria, através de 77.563 líderes comunitárias voluntárias treinadas, que acompanharam, no 1º trimestre/1996, a 2.642.858 crianças menores de 6 anos, 126.767 gestantes, e 1.902.554 famílias; o seu sistema de informação aponta, entre outros indicadores de impacto, a redução da mortalidade entre os menores de 01 ano, de 17,8 mortes em cada mil crianças menores de um ano acompanhadas pela Pastoral no referido trimestre.
Não deve essa participação comunitária ser vista como complementariedade do sistema de saúde, mas parte ativa, imprescindível e estimuladora, fiel amiga e companheira de luta pela consolidação do SUS, que leva à qualidade de vida para toda a população, com prioridade aos excluídos da sociedade.
A 10a Conferência Nacional de Saúde, atenta aos clamores do povo e de posse de vasta experiência social do SUS, se valorizar a participação efetiva da comunidade, terá todas as condições para formular estratégias seguras que consolidem os caminhos da promoção da saúde para a qualidade de vida.
O USO DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO
Por: Elson Faxina
Jornalista, Mestrando em Comunicação, Recepção e Cidadania- ECA/USP
Assessor Técnico em Comunicação Social da Coordenação Nacional da Pastoral da Criança
Nelson Arns Neumann
Médico, Mestrando em Epidemiologia/UFPel,
Coordenador Nacional Adjunto da Pastoral da Criança
Justificativa
Um dos maiores desafios do trabalho social junto às comunidades é a questão da avaliação do serviço realizado como forma de aferir desempenho e apontar falhas e avanços capazes de direcioná-lo, corrigindo rumos da ação desenvolvida.
Mais do que a era das novas tecnologias, vivemos a era da informação. Não poucos estudiosos das ciências sociais afirmam hoje que ter informação é ter poder. E o poder que devemos reivindicar na área de saúde é a capacidade de ter informações que possibilitem condições de planejar melhor as ações, antecipar-se aos problemas e corrigir distorções de percurso.
Mas na área de saúde a informação, por si só, não gera processos que desencadeam novas e melhores ações. Eis aqui o segredo: saber como transformar essas informações em indicadores necessários para avaliação e planejamento das atividades. Em última: como instrumentalizar-se fazendo uso dessas informações. E para isso, devemos fazer uso das novas tecnologias, como instrumentos que propiciem essas informações.
A situação atual da saúde
Com a descentralização da saúde, através do SUS, competirá às esferas nacional e estadual a importantíssima tarefa de traçar grandes diretrizes para a área e implementar as grandes campanhas de abrangência nacional. O cumprimento dessas tarefas se manifestará inevitavelmente como um fiasco se não houver informações confiáveis para planejar as ações.
Ao mesmo tempo, os municípios necessitarão de informações sobre suas próprias atividades, capazes de lhes permitir, na abrangência local, implementar ações eficazes no combate às causas dos problemas na área da saúde. Esses municípios também necessitam de informações que lhes possibilitem conhecer experiências que estão dando certo noutros lugares, a fim de apontar novos caminhos que poderão iluminar o serviço de saúde local.
É neste sentido que necessitamos com urgência obter informações claras, ágeis e confiáveis sobre a saúde no Brasil, sob pena de estarmos implementando ações sem nenhum planejamento sério, portanto sem nenhuma segurança de bons resultados.
Uma experiência de sucesso
Montar um sistema de informações para a área de saúde pode parecer difícil e caro. No entanto, a única decisão necessária é a vontade política.
Foi esta decisão política que levou a Pastoral da Criança a desenvolver o seu Sistema de Informação e Comunicação há dez anos, transformado hoje numa das principais alavancas do crescente sucesso de suas ações junto a mais de 21 mil comunidades de 2.476 municípios de todos os estados brasileiros.
Trata-se de um sistema capaz de fornecer dados consolidados por comunidade, município, estado, grandes regiões e Brasil sobre a situação da saúde, nutrição e desenvolvimento infantil das mais de 2,6 milhões de crianças acompanhadas por trimestre no País.
Como funciona o sistema
Cada um dos mais de 77 mil líderes comunitários da Pastoral da Criança recebe todo ano um caderno, onde faz constar o nome de cada uma das crianças que acompanha e preenche, no espaço correspondente, qual a situação dela naquele mês. Ali estão anotados o peso da criança no mês, se teve ou não diarréia, ou ainda outra doença, se está ou não amamentando no peito, se ,com relação ao seu desenvolvimento, faz o que é esperado para a sua idade, etc. Ao todo há espaços para 29 anotações, atualizáveis mensalmente, sobre a situação geral de saúde de cada criança.
Este "Caderno do Líder Comunitário" é, portanto, um instrumento importantíssimo para que o líder possa saber o desempenho da criança acompanhada, verificando se sua saúde está melhorando ou não. Do contrário, o líder não teria condições de saber, mês a mês, a real situação da criança, e avaliar sua intervenção continuamente, aprimorando-a.
Portanto, preencher esse caderno é uma tarefa assimilada e desempenhada pelo líder como parte natural de sua tarefa.
No final de cada mês, o coordenador comunitário reúne todos os líderes da própria comunidade e preenche uma folha avulsa chamada FABS - Folha de Acompanhamento e Avaliação Mensal das Ações Básicas de Saúde e de Educação na Comunidade. A FABS é praticamente uma réplica de uma página do Caderno do Líder Comunitário. Para preencher essa folha, os líderes fazem uma soma simples do número de crianças em cada ação avaliada: número de desnutridas, de amamentadas, de vacinadas, de mortes, etc.
Esta folha, com o resumo da comunidade, é entregue ao coordenador paroquial que a envia diretamente à coordenação nacional da Pastoral da Criança, em Curitiba.
Consolidadas essas informações são devolvidas aos diversos níveis, bem como às comunidades com orientações específicas sobre as conquistas e os problemas que precisam ser superados nas comunidades, nos municípios, estados e no próprio País. Trimestralmente, ao receber essa correspondência, emitida automaticamente pelo próprio sistema, a partir de mensagens pré-elaboradas para cada desempenho, cada comunidade se reúne para conversar sobre os objetivos alcançados e sobre aqueles que precisam de melhor atenção. Este mecanismo dá à comunidade um ritmo de avaliação e estímulo importantes para a continuidade do seu trabalho.
Seguramente na Pastoral da Criança este sistema de informação e comunicação é um dos maiores responsáveis pelo sucesso de suas ações, pela baixa desistência de seus líderes comunitários e pelo crescimento anual de cerca de 20% de novos líderes que se incorporam ao trabalho, fazendo aumentar em igual proporção as crianças acompanhadas em todo o País.
Esta experiência, por si só, demonstra a necessidade urgente de se desenvolver no Brasil um sistema ágil, eficaz e acessível a todos os níveis da administração. Afinal, vivemos num País em que o palpite na loteria que qualquer cidadão faz é conhecido em Brasília no mesmo dia, mas a informação sobre sua saúde chegará apenas em formato pouco acessível e anos depois, não servindo para um eficaz trabalho de planejamento, gerenciamento e administração em saúde.
Projeto existente no Ministério da Saúde
Há dois anos, o próprio Ministério da Saúde, através da COMIN (Coordenação Materno-Infantil), desenvolveu um estudo e testou um sistema de informação, já aprovado tecnicamente. Para montá-lo o governo precisaria investir pouco mais de 2 milhões de reais e para mantê-lo bastaria uma pequena adequação do DATA-SUS, sem acrescentar novos recursos.
Intitulado de SIMCA (Sistema de Informação sobre a Mulher, Criança e Adolescente), o sistema seria alimentado pelo próprio serviço de saúde, através do preenchimento de um pequeno cartão, submetido depois ao processo de leitura ótica. A centralização desses dados poderá ser feita tanto em nível nacional, como nos estados e mesmo municípios, quando houver interesse. Uma vez consolidados, esses dados seriam devolvidos necessariamente às esferas regionais e locais de governo para avaliação dos resultados de suas ações e desenvolvimento de novas estratégias necessárias. Com este sistema, poder-se-ia não somente obter dados para o financiamento do sistema de saúde, mas principalmente conhecer a realidade epidemiológica que cerca cada unidade de saúde e intervir corretamente nas principais causas de morbimortalidade que afetam a população atendida.

CNBB entrega mais de 865 mil assinaturas para o Comitê Saúde +10

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Secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, entregou mais de 865.118 mil assinaturas para o Comitê Saúde +10, na última segunda-feira, 5 de agosto. As assinaturas foram coletadas em todas as comunidades do país, com a colaboração de diversas entidades e pastorais. A Pastoral da Criança, através da mobilização de seus líderes e voluntários, recolheu mais de 137 mil assinaturas.
Momento da entrega das assinaturas
Desde março de 2012, dezenas de entidades estão engajadas na coleta de mais de 1,4 milhão de assinaturas para viabilizar a apresentação do projeto ao Congresso. As assinaturas entregues pela CNBB – já auditadas, se somarão às coletadas pelas outras entidades que integram o Comitê Saúde + 10, que apresentará ao Congresso Nacional o Projeto de Lei de iniciativa popular pela destinação de 10% das receitas correntes brutas da União para a Saúde Pública.

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), recebeu das mãos de representantes da sociedade civil o projeto de lei complementar que visa aumentar o orçamento da rede pública de saúde. A proposta, de iniciativa popular, foi apresentada com 1.896.592 assinaturas de apoio por parte dos eleitores.

Apoiado por entidades como a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Pastoral da Criança, Pastoral da Saúde, Pastoral da Pessoa Idosa e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o texto determina que o governo federal invista no Sistema Único de Saúde (SUS) ao menos 10% da receita corrente bruta da União, excluídas as restituições de Imposto de Renda.

Segundo coordenadores do Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública (Saúde + 10), que capitaneou a coleta das assinaturas, se o projeto for aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pela Presidência da República, o governo teria de desembolsar no SUS cerca de R$ 40 bilhões a mais do que investe atualmente.

“Esse projeto não vai ficar engavetado e ninguém vai ficar sentado em cima dele nesta Casa. Até porque a saúde pública já esperou demais, já morreu gente demais. Está na hora do resgate e da recuperação”, prometeu Henrique Alves às centenas de pessoas que lotaram um dos auditórios da Casa para pressionar os deputados a aprovarem a proposta.

 

domingo, 11 de agosto de 2013











Com dois anos, a criança ainda gosta de ficar sempre com os pais. Se fica longe, sente muito a falta deles. Por isso, procura objetos que eles usam e imita o que eles fazem, quando brinca de faz de conta.eles usam e imita o que 
eles fazem, quando brinca de faz de conta.
















Líder, no mês de agosto vamos alertar para todas as mamães a importância da amamentação até os seis meses do bebê.

Pastoral da Criança


Para brincar de faz de conta, a criança precisa de brinquedos que lembre os objetos usados pelos adultos. A família pode fazer bonecas, panelinhas, móveis, carrinhos, tambor. É preciso brincar com a criança, pois ela ainda gosta de brincar com os adultos. Confira o passo a passo para fazer brinquedos aqui: http://bit.ly/14dMdIU




Para brincar de faz de conta, a criança precisa de
brinquedos que lembre os objetos usados pelos adultos. A família pode fazer bonecas, panelinhas, móveis, carrinhos, tambor. É preciso brincar com a criança, pois ela ainda gosta de brincar com os adultos. Confira o passo a passo para fazer brinquedos aqui: http://bit.ly/14dMdIU








Durante a comemoração dos 30 anos da Pastoral da Criança, o arcebispo da Paraíba, Aldo di Cillo Pagotto, presidente do Conselho Diretor da entidade, anunciou que em 2015 será aberto o processo de beatificação da Dra. Zilda Arns Neumann. Saiba mais sobre este processo aqui: http://migre.me/fHDHY

Pastoral da Criança


Durante a comemoração dos 30 anos da Pastoral da Criança, o arcebispo da Paraíba, Aldo di Cillo Pagotto, presidente do Conselho Diretor da entidade, anunciou que em 2015 será aberto o processo de beatificação da Dra. Zilda Arns Neumann. Saiba mais sobre este processo aqui: http://migre.me/fHdLb

Assista a vídeo mensagem do evangelho deste domingo com a Irmã Vera Lúcia Altoé aqui:

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Oficina reforça importância dos cuidados nos primeiros mil dias

Informações que a Pastoral da Criança vem divulgando desde a assembleia nacional de 2011, a temática dos cuidados nos primeiros mil dias é trabalhada exaustivamente em uma das oficinas do congresso nacional de Aparecida. “Líderes devem buscar, cadastrar e acompanhar as gestantes desde o início da gravidez, para evitar a prematuridade e o nascimento de uma criança com baixo peso”, ressalta a assessora Thereza M. Kaizer Baptista.

De acordo com a assessora, que divide com Regina Reinaldim a coordenação da oficina, “a expectativa é de que coordenadores de estados e setores compreendam a importância e assumam a tarefa de levar essas informações para os líderes comunitários”. Se a gestante não for bem acompanhada, com as consultas de pré-natal e outros cuidados, ela terá mais riscos de um parto prematuro e o nascimento de uma criança com baixo peso.
Estudos mostram que crianças que nascem com baixo peso, menos de 2,5 quilos, têm mais riscos de terem doenças crônicas na vida adulta. Os resultados das pesquisas realizadas pelo epidemiologista britânico David Barker confirmam que muitas doenças crônicas que as pessoas desenvolvem na idade adulta podem ser prevenidas nos primeiros mil dias de vida. Ou seja, nos 270 dias da gestação mais 730 dias dos dois primeiros anos de vida da criança.
A oportunidade do mutirão em busca das gestantes; o seu cadastramento e as visitas mensais até o parto e o pós-parto com orientações sobre saúde, nutrição, educação e cidadania; depois do nascimento do bebê, o cadastramento e acompanhamento do seu desenvolvimento; o incentivo ao aleitamento materno são informações constantes da oficina. “São ações que devem ser intensificadas nas comunidades para diminuir o número de partos prematuros e de crianças que nascem com baixo peso”, ressalta Theresa Kaizer.
Baixo peso ao nascer
Os cuidados e o acompanhamento médico na gestação - já considerados importantes para o parto e o nascimento de um bebê com saúde - são fundamentais para o desenvolvimento da criança e podem determinar uma vida adulta mais saudável.
Crianças que nascem com baixo peso, menos que 2,5 quilos, têm mais risco de terem doenças coronarianas na vida adulta, de acordo com o estudo. Pensava-se que o problema da criança que nascia com baixo peso se daria nos primeiros dias de vida, na luta pela sobrevivência. Hoje estudos já comprovam que crianças que nasceram com baixo peso e que tiveram problemas na gestação são candidatos muito fortes a terem hipertensão arterial, problema de colesterol, diabetes ou osteoporose.
O período de gestação é importantíssimo não só para o nascimento do bebê, como tem consequências para o resto da vida, frisa o médico Nelson Arns Neumann, coordenador nacional-adjunto da Pastoral da Criança. E faz um alerta: o baixo peso da mãe durante a gestação - a mulher que fica controlando para não engordar - pode até facilitar o parto, mas pode ter efeitos perversos para a vida da criança.
Novas pesquisas também reforçam os benefícios do aleitamento materno. Estudo que acompanhou crianças do nascimento até os 14 anos concluiu que aquelas que mamaram no peito tinham menos hipertensão, menos diabetes e menos obesidade. E o mais interessante é que quanto mais tempo de aleitamento materno menos doenças apresentavam as crianças, no chamado “efeito dose - resposta”: mais tempo de aleitamento menos incidência de doenças.
Apesar da conscientização sobre os males do fumo na gravidez, o número de mulheres fumantes aumentou, especialmente nas camadas mais pobres. O cigarro é um dos fatores que fazem a criança perder peso durante a gestação. Dados do Ministério da Saúde revelam que vem aumentando o número de bebês que nascem com baixo peso (abaixo de 2,5 kg). Em 1999 esse índice era de 7,7%. Em 2010 subiu para 8,3%, registra o Caderno de Informações em Saúde (Ministério da Saúde).

Brincar para se desenvolver mais

 Na Pastoral da Criança brincar é fundamental. Com esse pensamento, desde 2002 é desenvolvida nas comunidades acompanhadas a ação Brinquedos e Brincadeiras. Agora o desafio é expandir a ação e buscar novos voluntários para atuarem como brincadores.

Rosalina Stefanelo, multiplicadora da ação
O brincar é uma atividade tão importante para o desenvolvimento da criança que é um direito assegurado no Estatuto da Criança e do Adolescente (artigo 16). A ação Brinquedos e Brincadeiras na Pastoral da Criança tem o objetivo de aumentar as oportunidades para as brincadeiras infantis, apoiando as famílias na criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento e educação de suas crianças.

A oficina “O Direito de Brincar”, realizada durante o congresso nacional da Pastoral da Criança, apresenta o “brincador”, voluntário que irá ajudar o brinquedista no dia da Celebração da Vida. A diferença está no fato do brincador não precisar ser capacitado no guia do líder, enquanto o brinquedista precisa ter a capacitação completa.
Multiplicadora da ação, Maria do Amparo Torres, de Maceió (AL), esta realizando capacitações pelo país. Ela relata que a recepção está sendo muito positiva em relação a nova metodologia. “Tenho visto os novos voluntários se integrando nas equipes da Pastoral da Criança”. Amparo também acredita que o número de líderes também irá aumentar, “os novos brincadores estão começando a sua atuação diretamente com a prática, tendo contato direto com as crianças e a partir desse contato, muitos despertarão o desejo de ter mais capacitação e se tornarem líderes da pastoral da Criança.”
A atualização para brincador já está ocorrendo em diversas dioceses. No setor de Bragança do Pará (PA), um grupo já foi capacitado e já esta começando formar brincadores. “Já formamos um grupo de capacitadores e eles acharam muito interessante, pois irá facilitar a ação do brinquedista na comunidade, na celebração da vida. Como não precisa passar por uma capacitação longa, apenas receber as orientações, com certeza aumentará o número de brincadores nas comunidades”, lembra irmã Maria Lucidrene Silva do Carmo, coordenadora do setor.
A atuação do jovem na Pastoral da Criança
Neste ano de 2013 o Brasil sediou a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), e em muitas dioceses os jovens foram convidados à conhecer a ação da Pastoral da Criança. Rosalina Stefanelo, também multiplicadora da ação, acredita que o jovem poderá colaborar muito na Pastoral da Criança, especialmente em brinquedos e brincadeiras. “Nosso sonhos é que todas as comunidades possam ter esse espaço de brincadeira, precisamos resgatar a alegria de brincar na comunidade. Agora, com a JMJ, esperamos que o jovem venha ao encontro com o que a comunidade está esperando, que ele possa colocar a sua alegria à disposição da comunidade.”
A proposta é para que os brincadores, além da organização dos espaços com os brinquedos (quando houver), promovam brincadeiras variadas, fazendo um resgate das brincadeiras típicas de cada região, como brincadeiras em grupo, cantigas de roda e do folclore local.

Processo de beatificação de Dra. Zilda começa em 2015, anuncia bispo Dom Aldo

O processo de beatificação da médica pediatra e sanitarista Zilda Arns Neumann – Dra. Zilda – será aberto em 2015, anunciou o bispo Dom Aldo Di Cillo Pagotto, presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Criança, durante o congresso nacional da entidade que será encerrado hoje (2 de agosto) na cidade de Aparecida.

Fundadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, Dra. Zilda morreu em missão em 2010 vítima do terremoto que assolou o Haiti. O pleito pela beatificação e santificação não pode ser apresentado antes dos primeiros cinco anos da sua morte, esclareceu o bispo que já convidou os participantes do congresso e voluntários de todo o país para a peregrinação a Curitiba, que vai marcar em 2015 a abertura da causa.
A introdução ao processo de beatificação não é tão complicado ou difícil como se pensa, observa Dom Aldo. “Como grupo somos mais de 200 mil voluntários na Pastoral da Criança, mais bispos e padres. E há o desejo para que as virtudes de Dra. Zilda sejam reconhecidas, um pleito que terá fácil aprovação e aplauso”.
A beatificação é um ato jurídico canônico pelo qual o papa, pela autoridade que exerce na Igreja, declara beato um servo de Deus que, após sua morte, sempre foi conceituado pela vivência de notáveis virtudes e de uma vida vivida em santidade.
O primeiro passo é postular a Roma para que a Congregação dos Santos receba a petição. Com a autorização da Santa Sé, caberá ao bispo diocesano, no caso Dom Moacyr Vitti, de Curitiba, postular oficialmente o pleito. Assim, autorizada, “começaremos a coletar os testemunhos que são imensos, casos de salvação de vidas e também de todos os ensinamentos, das práticas da Dra. Zilda”, explicou Dom Aldo.
Um processo de beatificação ou santificação não tem prazo para conclusão. Para o bispo, o que importa é o gesto de valorização e o reconhecimento de todas as virtudes da médica e o legado deixado para as duas pastorais. Ele lembra que Dra. Zilda, como humanitária – assim como madre Teresa de Calcutá – concorreu ao Prêmio Nobel da Paz. “O que já é um reconhecimento de dimensão universal”.
A Igreja tem feito muitos santos, personalidades de épocas recentes. A fundadora da Pastoral da Criança poderá ser a santa da modernidade, como o papa João Paulo II, Giana Molla, beato Giorgio Frascatti e outros. E nada mais atual do que os desafios que a Dra. Zilda enfrentou para combater a desnutrição, salvar vidas e promover a dignidade humana. “São praticas tão exitosas que hoje consistem em políticas públicas”, frisa Dom Aldo, para quem a médica fez extraordinariamente bem o que precisava ser feito. “E sua obra tem alcance extraordinário. A metodologia, as práticas simples iniciadas há 30 anos hoje estão em vinte países da América Latina, África e Ásia.”

Assessoria de Comunicação
Coordenação Pastoral da Criança 

Pastoral da Criança é homenageada na Assembleia Legislativa de SP

A comemoração de 30 anos de existência da Pastoral da Criança, braço de atuação social da igreja católica, fundada pela Dr.ª Zilda Arns Neumann – irmã do ex-arcebispo de São Paulo, D. Paulo Evaristo Arns- foi motivo de sessão solene na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta segunda-feira, 05. 

Padre Afonso Lobato, Dom Tarcísio Scaramussa e Nelson Arns Neumann
A iniciativa foi do deputado estadual Padre Afonso Lobato (PV), que também é autor da lei que institui o Dia Estadual da Pastoral da Criança, a ser comemorado no dia 25 de agosto. A data se refere ao nascimento da fundadora da Pastoral da Criança, que morreu em janeiro de 2010, em missão no Haiti, país atingido por um terremoto. A sessão – presidida por ele - contou ainda com a presença dos deputados Marco Aurélio Souza (PT) e Welson Gasparini (PSDB) e do bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, Dom Tarcísio Scaramussa.

“Ser homenageada no Estado de São Paulo é uma alegria e um reconhecimento do trabalho, mas se hoje atendemos 130 mil crianças, isto significa apenas 12% das crianças pobres desse Estado. Temos ainda quase 90% a ser atingidas; nossa meta é atingir pelo menos 50%”, disse José de Anchieta Ribeiro dos Santos, coordenador estadual da Pastoral.
O coordenador internacional e coordenador nacional adjunto, Nelson Arns Neumann, filho da Drª Zilda Arns, disse que a desnutrição e a mortalidade infantil já não são mais os principais alvos da Pastoral. “O que a gente percebe é que hoje, quando trabalhamos a questão da gestante é que uma criança que nasce com baixo peso, tem o dobro de chances de ter que tomar remédio para pressão alta, quando adulta”, destacou.
Arns, que é médico, explicou que é possível prever o colesterol de uma criança, para quando ela tiver 60 anos e que ainda na barriga da mãe é possível saber se essa criança vai ter problemas cardíacos e que, até mesmo a osteoporose é possível ser diagnosticada nos primeiros mil dias de vida.  “Se quisermos que nossos idosos tenham saúde precisamos cuidar desses primeiros mil dias, da concepção ao 2º ano de vida”, disse.  Arns reclamou da falta de colaboração do governo estadual que não destina recursos à entidade por esta não ter sede no Estado. “De cada R$ 1 colocado pelo Estado, a Pastoral coloca R$ 3,18 em voluntariado. Aproveito esse momento de festa aqui na Assembleia para pedir ajuda”.
No Estado de São Paulo a Pastoral da Criança atua em 403 municípios, atendendo a cerca de 150 mil crianças e oito mil gestantes, contando com o trabalho voluntário de 15 mil líderes e 12 mil apoios.

HOMENAGENS
Nelson Arns e a irmã Verá Lúcia Altoé, coordenadora nacional da Pastoral da Criança, foram homenageados com um cartão entregue pelo deputado Padre Afonso. “Esta homenagem é um gesto muito simples de reconhecimento”, disse o parlamentar.
Fonte: Assessoria de imprensa Dep. Est. Padre Afonso Lobato (PV)


A Pastoral da Criança está presente nas comunidades para agir na promoção da saúde e do desenvolvimento integral de gestantes, crianças e suas famílias. Venha fazer parte desta missão. Seja um voluntário da Pastoral da Criança. Saiba mais: http://migre.me/fGhlxA Pastoral da Criança está presente nas comunidades para agir na promoção da saúde e do desenvolvimento integral de gestantes, crianças e suas famílias. Venha fazer parte desta missão. Seja um voluntário da Pastoral da Criança. procure um dos coordenadores.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Hoje, 01 agosto 2013, houve mais uma reunião com a a CPFL renováveis,  para os detalhes finais dos projetos aprovados. O da Pastoral da Criança destinado a Comunidade de Ladeira grande, um dos projetos  apreciado e aprovado para a realização da atividades e as última providencias ( Confecção Artesanal de Vassouras a partir de Garrafas PET- CVGPET). Tiveram presentes na reunião a Secretaria de Assistencia Social a Sra Redivan, asssistente social Vania, o vereador Mauricio Caetano, toda a equipe da CPFL, membros locais de avaliação dos projetos e as associações.
Reunião final dos projetos

Concílio Vaticano II inspira atuação da Pastoral da Criança

Bispo emérito de Blumenau (SC), Dom Angélico Sândalo Bernardino, conduziu a plenária sobre os 50 anos do Concílio Vaticano II, no terceiro dia do congresso nacional da Pastoral da Criança. Dom Angélico lembrou que a Pastoral da Criança é a verdadeira comunidade. “Vemos os líderes da Pastoral da Criança fazerem da sua comunidade a melhor, trabalham dando o melhor de si.”

O Concílio Vaticano II foi convocado pelo Papa João XXIII, no dia 25 de dezembro de 1961. O Concílio tem quatro constituições, nove decretos e três declarações. Em 1995, o Papa João Paulo II, classificou-o como “um momento de reflexão global da Igreja sobre si mesma e sobre as suas relações com o mundo”.
Hoje os desafios são outros. A globalização, os avanços tecnológicos dos meios de comunicação e a agilidade da informação exigem também que a Igreja se atualize. “Queremos uma atualização da Igreja para que ela se enculture no mundo de hoje. A Igreja existe para evangelizar e precisa estar presente no meio do povo”, defende Dom Angélico. Ele ainda lembra que a “Igreja deve ser carismática, povoada pelo Espírito Santo e que se faz bondosa, indo ao encontro das pessoas”.
O diálogo é um dos pontos fortes do Concílio, e nesse ponto a Pastoral da Criança se destaca, pois toda a atuação dos líderes da Pastoral da Criança se dá através do diálogo. “Queremos uma Igreja dialogante, e a Pastoral da Criança propõe esse diálogo entre a família e a comunidade. Precisamos dialogar sem fronteiras, entre religiões e com os desiguais. Quando o líder está atuando, está repetindo o exemplo de Maria de Nazaré”, ressalta Dom Angélico. Sobre os temas abordados na plenária, o bispo destaca:
O Concílio Vaticano II
Dom Angélico Sândalo Bernardino
“Representa em primeiro lugar um compromisso inadiável de agarrarmos para valer os seus ensinamentos. Precisamos conhecer melhor e depois colocarmos em pratica as grandes intuições, os grandes ensinamentos. Os tempos são outros, os desafios dos novos parâmetros culturais são grandes. A Igreja com novo vigor, com novo entusiasmo, com novas manifestações, deve se entregar a nova evangelização e construir comunidades. Ser uma Igreja missionária, uma Igreja autenticamente e profundamente ecumênica. Uma Igreja com fome e sede de justiça, e que se coloca profeticamente a serviço do reino.”

O diálogo e a Pastoral da Criança
“O diálogo é uma necessidade de fraternidade. O Papa João XXIII e o Papa Paulo VI clamaram por um diálogo intenso. Precisamos de um amplo diálogo dentro da Igreja, da Igreja com as Igrejas Cristãs, da Igreja com aqueles que não são cristãos, muçulmanos e judeus, diálogo com aqueles que nem acreditam em Deus. Queremos um diálogo amplo e sem fronteiras. Quando falo ‘Igreja’, estou me referindo a família, aos grupos da Pastoral da Criança, a paróquia e a diocese. Precisamos estabelecer um amplo diálogo para juntos realmente, renovados no vigor, nos darmos a nova evangelização.”
O Papa Francisco no Brasil
“A visita do Papa Francisco nos traz um novo entusiasmo, um novo vigor. O Papa nos convidou a irmos às periferias, não somente geográficas, mas as periferias das lágrimas, dos sofrimentos, para marcarmos uma presença de Jesus. Essa presença de misericórdia, de compaixão, uma presença de esperança. Precisamos ser uma Igreja renovada, e essa renovação não é somente missão do Papa, dos bispos, mas de cada um, onde quer que estejamos, leigos e leigas, padres bispos, todos nós irmanados, povo de Deus, nos renovando no fervor missionários, vamos construir um mundo novo. Este foi o grande recado do Papa Francisco no meio de nós.”