Histórias da Pastoral da Criança são feitas de pequenos gestos
cotidianos
Há
trinta anos a Pastoral da Criança faz a diferença na vida de muita
gente! As histórias da Pastoral da Criança são feitas de pequenos gestos
cotidianos, de atenção permanente para o “prevenir” e “cuidar”, que
geram grande impacto na vida de gestantes, crianças e famílias. Tudo
parece tão simples em um primeiro olhar mais superficial, porém de
grande importância quando se observa os resultados.
Quem
diria que uma simples receita em que se mistura um pouco de sal, açúcar
e água, passada de boca em boca, pudesse salvar tantas vidas. Isso sem
contar a vigilância nutricional, a orientação para os sinais de risco na
gestação, para o aleitamento materno, o alerta para vacinar, para
dormir de barriga para cima, para lavar as mãos, a primeira dose
imediata do antibiótico e ainda o incentivo para brincar.
A
cada dia uma multidão de voluntários sobem ladeiras, enfrentam
estradas, atravessam rios e matas para estar onde deles mais se
necessitam. No diálogo com as famílias, no debate com os poderes
públicos, os voluntários vão conquistando espaço e abrindo caminhos para
que a vida possa acontecer.
Neste
espaço vamos registrar as histórias de sucesso realizadas pela rede
de voluntários nestes trinta anos. Coordenadores, capacitadores, líderes
e demais voluntários estão convidados para contar suas histórias de
sucesso sobre as ações básicas desenvolvidas pela Pastoral da Criança.
O que são as histórias de sucesso na Pastoral da Criança
São
histórias que mostram como uma ideia criativa (iniciativa) resolveu um
problema e melhorou o trabalho da Pastoral da Criança, aumentou o número
de crianças com vacina em dia, a amamentação exclusiva, as visitas de
pré-natal, a participação da comunidade, o aumento no número de líderes e
voluntários ou ainda ajudou no entendimento do trabalho da Pastoral da
Criança junto às famílias e na comunidade.
| Missão da Pastoral da Criança tem apoio de barqueiros para vencer as grandes distâncias na Amazônia | |
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A
Pastoral da Criança está presente em cerca de 4 mil municípios
brasileiros, muitos deles em comunidades longínquas da Amazônia, como a
cidade de Lábrea, banhada pelo rio Purus, afluente do Rio Amazonas.
Manter contato com as comunidades (ramos) para que as informações (FABS)
cheguem em Lábrea é um grande desafio, mas não para a dinâmica
coordenadora de setor, Maria da Conceição da Silva.
Como
em muitas outras comunidades acompanhadas pela Pastoral da Criança na
Amazônia, o acesso aos ramos de São João Batista e Santa de Cássia, nos
municípios Canutama e Tapauá, é feito exclusivamente por embarcações.
Chegar a São João Batista, por exemplo, pode levar dois dias viajando de
barco. Até Santa Rita é mais tempo: quatro dias navegando pelo
caudaloso rio.
A
coordenadora Maria da Conceição estabeleceu uma parceria com os
“recreios” - assim são conhecidos os barcos que levam sete dias para
chegar à capital Manaus. Ela se comunica com os “recreios”. Depois, por
telefone, informa aos ramos o dia em que o “recreio” vai passar nas
comunidades. Com isso, as coordenadoras preparam as prestações de
contas de contas e as FABS( Folha de Acompanhamento e Avaliação Mensal
das Ações Básicas de Saúde e Educação) das comunidades que serão
entregues aos barqueiros e assim chegarão às mãos de Maria da Conceição,
em Lábrea.
Nesta
missão de salvar a vida das crianças, as dificuldades de acesso não são
empecilhos para que a Pastoral da Criança, através da ação solidária de
seus líderes, aconteça de forma eficiente na região. Até hoje, nenhuma
coordenadora dos ramos atrasou o envio das FABS e das prestações de
contas.
Os
barqueiros que se encarregam pessoalmente pela correspondência se
tornaram amigos, apoiadores da causa empreendida pela Pastoral da
Criança. Realizam esta tarefa sem nada cobrar. Oferecem apoio no
transporte do que for necessário para a Pastoral da Criança atender as
famílias, gestantes e crianças das regiões ribeirinhas nas ações básicas
de saúde, nutrição, educação e cidadania desenvolvidas por 188 líderes e
mais 80 voluntários.
O gesto
solidário dos barqueiros asseguram a presença, a ação e o
fortalecimento da Pastoral da Criança na região amazônica. De acordo com
os números fornecidos pelas FABS, a Pastoral da Criança acompanhou em
2012 no setor de Lábrea 1.834 famílias, 2.534 crianças menores de 6
anos e 66 gestantes.
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Como
em muitas outras comunidades acompanhadas pela Pastoral da Criança na
Amazônia, o acesso aos ramos de São João Batista e Santa de Cássia, nos
municípios Canutama e Tapauá, é feito exclusivamente por embarcações.
Chegar a São João Batista, por exemplo, pode levar dois dias viajando de
barco. Até Santa Rita é mais tempo: quatro dias navegando pelo
caudaloso rio.